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Durante o projeto, os processos do Setor de Arames foram revisados
e uniformizados, incorporando as melhores práticas de negócio,
possibilitando introduzir novas ferramentas de gestão, como
o CRM (Gestão do Relacionamento com Cliente) e o SCM (Gestão
da Cadeia de Suprimentos).
De acordo com Timoshenko José da Mota, Coordenador Geral do
Projeto, a implantação do SAP uniu essas empresas em
um único ambiente de TI. "Como é um sis-tema feito
sob medida para nós, vamos minimizar os problemas que costumávamos
ter quando queríamos implantar alguma tecnologia nova",
comenta. Para Rogério Fonseca, coordenador do projeto por parte
da Cimaf, o projeto aproveitou a sinergia entre as empresas e garantiu
mais agilidade e qualidade das informações. Ele afirma
que isso foi possível pelo fato de o SAP R/3 ser um sistema
integrado, útil na tomada de decisões, além de
ser uma ferramenta que evita retrabalho e discussões quanto
à credibilidade dos números.
Diferenciais
Um
dos grandes diferenciais do Projeto SAP Arames foi o fato de o sistema
ter sido implantado na versão Enterprise. Isso colocou as empresas
do Setor de Arames da Belgo entre as primeiras do Brasil a utilizarem
o SAP nessa nova versão. De acordo com José Eustáquio
Belisário, Coordenador do Projeto por parte da BMS, os novos
desenvolvimentos, a partir de agora, são encapsulados em extensões,
que podem ser ativadas opcional-mente. Assim, no futuro, a SAP fornecerá
novas funcionalidades aos seus clientes R/3 Enterprise através
de versões atualizadas ou novas extensões, evitando
que o Setor de Arames necessite de um novo projeto de migração,
como acontecerá com empresas que utilizam versões anteriores
do software.
Outro
benefício dessa versão é a reestruturação
da arquitetura do sistema, que tem como base o Web Application Server,
suportando padrões de Internet (HTTP, HTML, SMTP, XML, XSLT,
SOAP) nativos no SAP. Também possibilita a programação
em Java e ABAP, o que facilita o desenvolvimento, a reutilização
do código, a padronização e a documentação
durante a programação.
Uma
grande decisão tomada pela equipe foi usar a solução
SAP Console, que simplificou a arquitetura do projeto de coletores,
deixando de utilizar o software básico Auto Log, adotado pela
BMS em projetos anteriores. O resultado foi mais agilidade no desenvolvimento
dos aplicativos, por ter sido utilizada uma solução
standard da SAP, e algumas interfaces do projeto foram eliminadas.
Isso ocorreu devido à disponibilidade de links de contingência
e reserva de banda nos links das unidades que utilizam coletores nos
seguintes processos: recebimento e armazenamento de fio-máquina,
abastecimento e apontamento da produção, expedição
e inspeção de qualidade.
Do
ponto de vista do negócio, uma inovação foi a
utilização do recurso de unidade comercial, que trabalha
com o módulo WM (Administração de Depósitos)
e facilita a geração de etiquetas com referências
do produto. Um rolo de fio-máquina, por exemplo, é identificado
unicamente no sistema, mesmo havendo vários rolos no mesmo
lote de produção. Os dados fixos, como peso, já
vem identificados na unidade comercial, não precisando pesar
novamente os rolos no momento do recebimento e da expedição.
A
utilização do material configurável junto com
a produção contra pedidos (Make to order) foi uma evolução
do projeto SAP Arames. Assim, pode-se trabalhar com um cadastro de
material reduzido e menos sujeito a erros, pois listas técnicas,
roteiros, preços de vendas e planos de inspeção
de qualidade são calculados pelo sistema, baseado em regras
pré-definidas testadas pelos próprios usuários.
Usando a produção contra pedidos standard do SAP, as
empresas não necessitam identificar o estoque e as ordens de
produção de deter-minado cliente, evitando, assim, os
desenvolvimentos específicos.
Além
desses pontos, José Eustáquio ressalta a grande preocupação
com a padronização e a performance no desenvolvimento
do projeto SAP Arames. "A equipe utilizou os conhecimentos adquiridos
em projetos anteriores para implantar as melhores práticas
de negócio possíveis", afirma.
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