BMS desenvolve Sistema de Manutenção para a CST

Através de um contato que começou em meados de 2001 e de negociações que terminaram em outubro de 2001, a BMS foi contratada pela CST (Companhia Siderúrgica Tubarão) para desenvolver os módulos Plano de Serviço e Ordem de Serviço, do Projeto de Modernização do Sistema Informatizado de Manutenção de Área - SISMANA. O SISMANA tem como objetivo o gerenciamento de equipamentos, planejamento de manutenção, controle de inspeções e serviços, registro de ocorrências e informações gerenciais.


Desse escopo completo, coube à BMS o desenvolvimento dos módulos Plano de Serviço e Ordem de Serviço. Os módulos de Cadastro, Segurança, Plano de Inspeção e Ordem de Inspeção já estavam praticamente prontos no momento em que a CST contratou os serviços da BMS. Até então, a CST utilizava, há vários anos, um Sistema de Manutenção que rodava na plataforma mainframe. Os módulos implementados pela BMS, Plano de Serviço e Ordem de Serviço, mais os outros seis módulos, formam o novo Sistema de Manutenção - SISMANA, que veio substituir o sistema antigo em mainframe. Os módulos implementados pela BMS finalizam o downsizing do Sistema de Manutenção e permitem que o sistema atenda às necessidades do novo Laminador de Tiras a Quente e a todo o parque de equipamentos da empresa. O SISMANA foi desenvolvido para plataforma cliente/servidor, com banco de dados relacional Sybase e linguagem de desenvolvimento Visual Basic.
O projeto se iniciou em novembro de 2001, quando a CST disponibilizou para a BMS as especificações funcionais dos dois módulos (telas contendo regras do negócio). Coube à BMS iniciar suas atividades no projeto através da validação funcional e técnica dessas especificações. Posteriormente, a empresa iniciou o desenvolvimento do sistema propriamente dito, através da execução dos projetos lógico e físico, implantação e operação assistida.

Nesse primeiro momento, a BMS disponibilizou um consultor especialista em Manutenção e um analista funcional para validar a documentação do sistema recebida da CST. Após essa validação, foram disponibilizados pela empresa, no princípio, três analistas funcionais para executar os projetos lógico e físico do sistema. Para a fase de construção (codificação das funcionalidades), a BMS utilizou a estrutura de fábrica de software, disponibilizando os recursos de construção conforme a demanda do projeto. Para atender o curto prazo para a implantação do sistema, outros analistas funcionais e vários analistas de construção foram alocados nessa fase, quando várias frentes de trabalho ocorreram em paralelo.
Segundo Cristiano Marques, analista de construção, "o trabalho em equipe foi essencial para o sucesso do projeto. A arquitetura utilizada na construção do SISMANA foi fundamental para que essa etapa, devido ao elevado número de programadores e ao processo paralelo de desenvolvimento, não fosse feita de maneira desorganizada".

O Sistema de Manutenção é de extrema importância para a CST, já que a manutenção de equipamentos é um processo que faz parte da linha de produção da empresa. Uma das premissas lançadas pela CST para a execução desse projeto pela BMS foi com relação à criticidade, devido ao pouco tempo para sua execução. O motivo é que a empresa deveria estar com todos os módulos prontos para atender o novo Laminador de Tiras a Quente adquirido pela CST, que começaria a funcionar em meados de 2002.
Devido à grande complexidade do sistema e ao grande número de funcionalidades a serem desenvolvidas, e para atender à premissa de implantação do SISMANA anterior à entrada em produção do novo Laminador, optou-se pela divisão do projeto em duas etapas. Na primeira e mais urgente, entrariam todas as funcionalidades que seriam necessárias para o completo planejamento das atividades de manutenção do novo laminador. A implantação e a aprovação da primeira etapa do SISMANA foram finalizadas em agosto de 2002. Fazia parte da segunda etapa o restante das funcionalidades que compõem os módulos Plano de Serviço e Ordem de Serviço. A implantação e a aprovação da segunda etapa do SISMANA, sem a função Programação Gráfica, foram finalizadas em novembro de 2002.

"Acho que o ponto crítico desse projeto era o compromisso que nós tínhamos em desenvolver um projeto extremamente complexo num curto espaço de tempo. Tivemos que colocar um grande número de profissionais trabalhando em conjunto, através de frentes paralelas, para desenvolvimento de um sistema que era totalmente integrado, num universo de diferentes cenários de utilização. Não podíamos falhar quanto à premissa de implantação do SISMANA anteriormente à entrada em produção do novo Laminador da CST. Gerenciar todas essas variáveis de forma a garantir que a implementação e implantação desse projeto obtivessem sucesso foi realmente muito estimulante e desafiador. Em contrapartida, o fato de termos conhecimento e vivência no que diz respeito ao assunto siderurgia, foi um facilitador para a BMS", disse Andrei Bosco, gerente de desenvolvimento de aplicativos da BMS e gerente do projeto SISMANA

"O programa trouxe várias vantagens às atividades realizadas no dia-a-dia dos usuários, como: fácil acesso aos dados; possibilidade de abrir mais de um módulo instantaneamente; facilidade de pesquisas; padronização de ações; gerenciamento dos equipamentos por meio de correlação de dados e controle por tendência; maior controle das atividades; fácil inserção de figuras que podem ser importadas de outros programas e maior adaptação à cultura da empresa, já que foi elaborado em conjunto com os usuários. Escolhemos a BMS pela metodologia de desenvolvimento, utilização do conceito "fábrica de software", estrutura da empresa e posicionamento/visibilidade técnica da empresa no mercado".

Antônio Braga - Analista de TI da CST

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